Quinto capítulo
- Sim, uma vez por ano gosto de passar um tempo aqui, me refugiar...
Estávamos almoçando na varanda do seu chalé, no canto havia uma tela no início de um esboço sob um cavalete.
- És uma artista?
- A pintura me completa, mas não sou uma artista, adoraria poder ser uma, porém sou uma simples amadora. È um passatempo que adoro.
- Estais sendo apenas modesta ou escondendo o “ouro”?
- Quem me dera! E você? Uma mulher bonita, nesta encantadora cidadezinha litorânea, está sozinha? Ou acompanhada do namorado, marido...
A lembrança de Jan veio à tona, por um momento, senti como se tivesse traindo-a.
- Disse algum inconveniente?
- Desculpe-me. Mas, tenho que ir... Obrigada pelo almoço.
Levantei-me e sai em disparada.
- Espere!
Fui correndo pela calçada, precisava fugir daquela tentação, daquela mulher...
Cheguei em casa, fui direto para o banheiro, fiquei debaixo do chuveiro, tinha que apagar aquele fogo, o fogo que aquela mulher encandeou no meu corpo, nas minhas entranhas...
Depois do banho, vesti-me, fui para sala, as nuvens haviam encoberto o sol, deixando o ambiente na penumbra, abri uma garrafa de vinho e fiquei sentada no sofá, não conseguia tirar Mirelle, era o seu nome, da cabeça, o desejo acendido por ela, formigando-me... Atormentando-me...
Fui bebendo... Bebendo...
Vinho... Desejo... Traição... Culpa... E Mirelle!
- Perdoa-me Jan! Perdoa-me! Não vou te trair! Não vou...
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Logo na parte da manhã, lá estava eu na recepção da pensão, perguntando por Mirelle.
O recepcionista informou-me que ela se encontrava na praia em frente.
Na praia praticamente deserta, tendo apenas alguns pescadores concertando seus barcos ancorados na areia, ela se destacava... Concentrada, pintava a tela no cavalete...
Parei, admirando o contorno do seu belo corpo que o fino e quase transparente saída de praia que ela vestia por cima do short, deixava transparecer, os cabelos balançando por baixo da aba do chapéu pelo atrevido vento..
Sentindo observada ela, se voltou, vendo-me, correu em minha direção.
Meu coração disparou com a explosão de desejo... De tesão que aquela mulher me causava.
- Alex! Que bom te ver. Deixou-me preocupada ontem saindo daquele jeito.
- Bom-dia... Eu... Vim me desculpar... Portei-me como uma tola... Mal-educada...
- Vamos esquecer o dia de ontem! Que tal começarmos tudo de novo? Com um belo café. Já tomou café?
- Eu não quero atrapalhar... Tu estavas pintando...
- Sabe adoro esse seu sotaque.
- Sou do sul e agora moro em São Paulo... Misturou tudo...
- Vem vamos tomar um belo e delicioso café.
Voltamos à praia depois do café caminhamos até um ponto aonde tinha as pedras onde as ondas se quebravam lançando suas espumas brancas.
Sentamos, ela perto de mim... Seu cheiro... Eu me controlando...
- Ontem... Quando me perguntastes de alguém na minha vida...
Ela me encarou.
- Ele está aqui com você?
- Não é ele! È... Era uma namorada... Minha companheira...
- Uma namorada?!
- Se importa por eu gostar de mulher?
- Não sou preconceituosa. Vocês estão brigadas? Por isso que está sozinha aqui?
Levantei-me. Ela levantou também e veio até a mim...
- Foi tão sério assim? – Perguntou-me.
Falar de Jan, pensar em Jan, nesse momento, com Mirelle acendendo meus desejos era muito difícil.
Ela tocou-me no ombro, seu simples toque provocou arrepios por todo meu corpo, afastei rapidamente.
- Foi sério! Mas, não uma briga. Ela... Ela... Morreu!
- Alex!
Contei-lhe tudo, desde o início, de até que a morte nos separou!
- Uma bela história de amor, independente de todo esse final de dor!
Comovida ela me abraçou, deixei-me abraçar, e ficamos ali abraçadas... Ela ternamente e eu contendo o desejo de deitá-la e possuí-la vorazmente!
Passamos a nos encontrar todos os dias, às vezes me dava impressão que ela notava meu desejo por ela, mesmo me esforçando ao Maximo para me controlar, cheguei ao ponto de sentir ciúmes de quando algum homem olhava para ela.
Resolvemos um dia ir até uma pequena ilha não muito longe, o barco nos deixou com hora marca para vir nos buscar.
A ilha era linda, areia macia, branquinha, as palmeiras, a vegetação dava um toque exótico, alguns pescadores tinham construído um pequena cabana para se abrigarem em tempos de tempestades no mar.
Levamos uma cesta com alimentos, água e vinho.
Tomamos sol, nadamos, brincamos como duas adolescentes.
Até então eu não sabia nada dela, exceto que um tempo ela mora na Europa por um tempo e outro aqui no Brasil.
Depois da refeição tomávamos um delicioso vinho branco, quando de repente uma nuvem negra se formou anunciando uma tempestade, nem deu tempo para corrermos, caiu um aguaceiro, juntamos nossas coisas e fomos nos abrigar na cabana.
Depositamos nossas coisas numa pequena mesinha de madeira que havia num canto, peguei nossas toalhas e começamos a nos enxugar.
- Deixe que eu te ajude. – Disse-me ela, começando a passar a toalha em mim.
Eu também comecei a enxugá-la...
Não sei se foi o efeito do vinho... Ou o efeito do desejo contido na marra que fez eu...
Estávamos frente a frente, parei de enxugá-la...
Olhei para ela nos meus olhos deveriam estar refletindo tudo o que eu estava sentindo...
Ela não se moveu quando aproximei minha boca da dela.
As toalhas caíram...
Minha língua procurou e encontrou sua língua num beijo voraz, incontido...
Minhas mãos foram descendo, acariciando desesperadas, ela correspondendo, me apertando, se esfregando, fui ajudando a se livrar de suas roupas...
Seus seios saltaram firmes, tesos quando tirei a parte de cima do seu biquíni, ouvi seu gemido rouco, ao tocá-los com a boca sugando-os, faminta, desesperada... Fui deitando-a, beijando seu corpo todo, ela também me ajudando a se livrar das minhas vestes...
- Mirelle! Mirelle!
Fui descendo com minha boca...
Até chegar ao meio de suas coxas, ela se contorcia como se estivesse no cio enlouquecendo-me ainda mais de tesão...
Minha língua se movia deixando seu clitóris intumescido, ela implorando para eu não parar...
Quis judiar dela assim como o desejo me judiou por todos esses dias...
Detive-me e virei-a de bruços, comecei a beijar seu pescoço, sua nuca, vendo os arrepios que causava cada toque meu, deitei-me em cima dela, esfregando meu sexo nas suas nádegas, molhando-a com minha excitação...
Com a mão debaixo dela procurei seu sexo, meu dedo alcançou seu destino, penetrando em suas partes macias, quentes, molhadas, totalmente molhada de tesão...
Comecei a tocar em seu clitóris novamente...
Continuei até fazê-la gozar deliciosamente fazendo-a soltar um grito de prazer!
Virei-a de frente, beijei-lhe a boca, abri suas pernas, e encaixei-me no meio delas...
Soltei um gemido alto ao sentir meu sexo colado no dela ainda mais molhada com o líquido do seu gozo...
Suas mãos apertavam meu corpo naquele vai e vem frenético... Com ela gozando novamente, explodi num gozo que parecia interminável...
Abraçadas ficamos deitadas, ouvindo as fortes e aceleradas batidas dos nossos corações...
Passados alguns minutos...
- Foi a primeira vez! – Disse-me ela quebrando o silêncio.
- Que fez amor com uma mulher?
- Sim!
- E como foi pra você?
No lugar da resposta, ela veio e me beijou a boca, meu pescoço, descendo até meus seios que já correspondia...
Quando sua boca tocou meus mamilos...
Começamos tudo deliciosamente de novo!
Boa noite Inez, gostei muito do seu blog, inclusive estou seguindo-o.
ResponderExcluirTambém sou escritora e gostaria de saber se você pudesse me recomendar alguma editora para publicar meus livros.
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Bjs.
Dilma